Eunice Balbi constrói uma pintura narrativa onde o autobiográfico se torna território coletivo e o popular adquire espessura mítica. Suas obras, povoadas de personagens reconhecíveis, cenas teatrais e paisagens carregadas de simbolismo, funcionam como relatos visuais nos quais a memória pessoal dialoga com a identidade cultural argentina. Em seu universo pictórico convivem o tango e o rio, o santuário popular e a selva, a figura íntima e a alegoria nacional. Cada quadro parece conter uma história anterior e, ao mesmo tempo, insinuar uma que ainda está por ser contada.

Nascida em 1999 em Concepción do Uruguai, Entre Ríos, Balbi formou-se em artes plásticas no Instituto Vocacional de Arte Manuel José de Labardén e na Escola Superior de Belas Artes Manuel Belgrano. Paralelamente, desenvolveu uma intensa atividade como divulgadora de história da arte nas redes sociais, onde a narração e a transmissão ocupam um lugar central. Essa vocação de contar atravessa também a sua pintura: cada obra é construída como uma cena carregada de memória, emoção e símbolo.

 

Sua produção é organizada em séries que funcionam como capítulos de um mesmo universo. em Amores Tango explora el drama y la pasión asociados al imaginario tanguero como metáfora de deseo y pertenencia; en Presença do Rio, el paisaje se vuelve umbral y territorio de misterio, donde infancia y ritual se entrelazan. Trabaja principalmente en óleo, con una paleta vibrante y composiciones cuidadosamente equilibradas que combinan referencias al costumbrismo y a la iconografía popular desde una sensibilidad contemporánea.

Ha participado en exposiciones colectivas en galerías y centros culturales de Buenos Aires, entre ellos el Centro Cultural Recoleta, integrando la escena emergente de la pintura figurativa argentina. Balbi representa una nueva generación que reivindica la potencia del relato y del oficio pictórico frente a la inmediatez digital, consolidando un imaginario donde identidad, mito y experiencia contemporánea se funden en una misma imagen.