Angie Paniagua nasceu em Tandil e vive há anos em La Plata, onde estudou Artes Plásticas na UNLP e hoje combina a docência com sua produção artística. Sua obra parte do íntimo: fotografias familiares, diários compartilhados, objetos de costura. Através do desenho, bordado e colagem, transforma esses materiais em uma linguagem visual que fala da infância, da maternidade e dos laços que nos sustentam.

O tecido ocupa um lugar central na sua prática. Na série Alfileteros converteu memórias pessoais em peças bordadas que, por sua vez, deram origem a um “costureiro simbólico”: uma troca de objetos de costura com outras pessoas que também reconhecem no fio e na agulha um modo de resistência e de transmissão afetiva. Em suas mãos, a costura deixa de ser apenas um gesto doméstico para se tornar reflexão, cuidado e memória coletiva.

 

Angie ha participado en muestras y proyectos colectivos en La Plata y Buenos Aires, como Marea Verde en el Galpón de las Artes (2018), FestiIgualarte (2019), Barbijos Intervenidos organizada por CAAT (2020), Feria Reversa en Olga Vázquez (2022) y Manifiesto Vol. III – Bizarro en Casa Trama (2023). También formó parte de experiencias urbanas y comunitarias como Verderazo (2020) y Radio en la vereda en la Noche de los Lápices (2021).

Su práctica, atravesada por la memoria y lo cotidiano, encuentra en la mezcla de dibujo, textil y collage un espacio para resignificar lo personal y conectarlo con lo colectivo.